[30.10.06]

[Alô, alô, marciano]


Confusões (reais) de uma eleitora provavelmente recém-chegada de uma viagem muito longa à Marte.

Após assinar o seu nome na ata de votação:
- Posso levar essa caneta para a cabine ou já tem uma lá dentro para eu poder marcar a cédula?

Ao se encaminhar para a urna:
- Hoje é eleição do quê mesmo?

Depois de passar algum tempo completamente paralisada na cabine de votação:
- Quais são os números dos candidatos?

Ao deixar a sessão:
- Desculpa pelas mancadas. É que eu estou um pouco avoada hoje.

Um POUCO avoada!? Não, não, imagina.


Por Lady Sith às [12:18]

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[25.10.06]

[Retrospectiva]


Calma, eu não fui mordida pelo bichinho antecipador de feriados que costuma atacar as pessoas, principalmente os lojistas, com a chegada do final do ano. Eu sei que retrospectivas normalmente são feitas lá pelo dia 30 de dezembro para relembrar os fatos importantes do ano que passou, mas eu acho que um aniversário é um melhor momento para recordar do que a virada de ano.

Isso mesmo, aniversário. Hoje este blog faz um ano. Quem diria que eu - uma pessoa boa de iniciativa, mas ruim de acabativa - conseguiria manter este espaço por tanto tempo? Mas o fato é que consegui. Não com muita regularidade, tenho que confessar. Alguns meses foram bastante produtivos, enquanto outros por pouco não passaram em branco. No entanto, o importante é que mesmo assim eu consegui atingir a marca de um ano no ar. Estou muito feliz e orgulhosa de mim.

Durante os últimos 12 meses, tivemos 75 textos publicados que trataram sobre os mais variados temas. O cinema marcou presença em vários textos, tendo ganho inclusive um manual que ensina os aspirantes a astros e estrelas a fazer sucesso e ganhar prêmios. A música também bateu cartão por aqui. Através de várias publicações vocês puderam ficar sabendo mais sobre uma das minhas bandas preferidas, o show que eu gostaria de ter ido e os meus pecados musicais. Também falei sobre televisão, mais especificamente sobre a minha paixão por 24 Horas, e literatura. Temas atuais e universais, como amizade e saudade, além de observações sobre assuntos que me interessam ou coisas que me deixaram indignada. Não podemos esquecer também das homenagens a pessoas especiais.

Praticamente qualquer coisa foi considerada digna de ser tema de texto. Se eu via algo na rua que me chamasse a atenção, era batata que mais cedo ou mais tarde ele iria aparecer por aqui. Isso explica os textos sobre coisas totalmente irrelevantes e um tanto quanto inapropriadas, como banheiros públicos, vômitos e desmaios, o matemático Osvald de Souza, as aventuras de quem pega ônibus e uma música do Fagner.

Eu também fui tema de vários textos. Aqui vocês puderam ficar sabendo vários coisas sobre mim: as minhas manias, minha fixação por testes, o meu futuro filho e as pequenas coisas que me marcaram. Vocês também souberam que eu sou mesária, que já fiz vários trabalhos de corno e me meti em muitas roubadas, que sou um tanto mal-humorada e que não gosto de nada que escrevo. Vocês compartilharam vários momentos da minha vida, contrariando um dos princípios fundamentais deste blog. Estiveram comigo quando saí do estágio, quando eu estava cansada da minha vida, quando me formei e até no meu aniversário de namoro. E tiveram a confirmação definitiva de que eu não sou e nunca fui uma pessoa lá muito normal.

Este foi um pequeno resumo destes 365 dias. Espero estar ainda firme e forte durante muito tempo para compartilhar minhas idéias, gostos e experiências com vocês. Parabéns para mim!


Por Lady Sith às [12:10]

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[20.10.06]

[Para você]


Parece que finalmente chegou o temido dia: eu, que sempre tenho uma opinião a dar sobre qualquer assunto, não sei o que escrever. Eu bem que poderia simplesmente não postar nada, como fiz várias outras vezes em que tive bloqueio, mas é questão de honra escrever alguma coisa para você no dia de hoje.

Ok, então vamos pensar. Eu poderia começar com uma revelação bombástica e bem-humorada, como "uma pessoa que não gosta de limão porque é azedo - para que serve o açúcar mesmo? - e é fã de Los Hermanos (eca!) não merece ser levado muito a sério". Só que eu não sei continuar a partir daí e não quero parecer estar te ofendendo justo hoje. Pensei em zoar da tua cara te chamando de velho, alguma coisa no estilo "25 anos. Um quarto de século. Você percebe que está realmente velho quando a sua idade pode ser medida em termos de século". Hmmm, também não está bom. E incorremos novamente nos dois problemas acima. Eu poderia contar como nós nos conhecemos! Não, não, já escrevi um texto sobre isso. E teria que dar uma volta enorme para colocar tudo o que eu quero te dizer num texto que conte a nossa história.

Não tem jeito, não vai sair nada criativo. Terei que te dizer tudo o que eu quero diretamente, sem piadinhas irônicas ou sacadas espertas. Bom, vamos lá. São só algumas coisinhas: eu queria que você soubesse que gostar de você me faz feliz e que minha vida tem sido bastante divertida desde que estamos juntos; que saber que você se preocupa comigo e quer me ver alegre consegue me tirar dos meus momentos de tristeza; que eu sei que estamos prestes a enfrentar uma situação difícil, mas que eu estou disposta a lutar para fazer tudo dar certo; que hoje é o quarto dia mais legal do ano - só não é melhor do que a Páscoa, quando eu ganho chocolates, do que o Natal, quando eu ganho presentes, e do que o dia 26/03 - e que é um prazer poder estar contigo nesta data; e, por último, mas não menos importante, que eu espero fazer parte da sua vida sempre.

Eu queria ter dito isso tudo de uma forma que soasse menos como uma menina boba e exagerada deixando um depoimento no Orkut do namorado (você sabe o que eu penso sobre esse tipo de garota), mas não deu. Então podemos combinar uma coisa? Você finge que esta homenagem ficou bem legal e depois eu te dou um beijo, um abraço, um presente e um bolo para compensar a falta de um texto mais decente. Certo? Ah, feliz aniversário.


Por Lady Sith às [13:22]

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[18.10.06]

[Para ganhar o Oscar]


Digamos que você é um diretor famoso ou um super-astro. Você já fez grandes filmes, tem um salário milionário e vários sucessos de bilheteria no currículo. Em suma, você tem uma carreira de sucesso. Mas ainda assim você sente que falta alguma coisa em sua vida: você nunca obteve o reconhecimento dos seus pares, ou em outras palavras menos tucanadas, você nunca ganhou um Oscar. Então você entra em desespero e recorre a mim, a detentora das fórmulas secretas do sucesso cinematográfico, para tentar assegurar seu prêmio. Pois seus problemas acabaram, querido astro de Hollywood! Eu lhe darei agora totalmente de graça e sem cobrar nada o caminho das pedras para ganhar o Oscar. Anote.
  • Filme: esta, apesar de ser a categoria principal, é a mais simples de se ganhar. Estou falando sério. Se você não que correr riscos de perder o Oscar de melhor filme, aposte na adaptação de um best-seller que já tenho ganho vários prêmios ou na biografia de uma figura histórica pouco conhecida, mas que teve um papel fundamental na luta pela liberdade de sua terra e seu povo. O importante é que a história se passe antes da década de 1950 - sabe como é, a Academia não gosta muito de coisas "atuais" ou "modernas". Depois de escolher o conteúdo, é hora de cuidar da embalagem. O seu filme tem que ser qualificado com adjetivos como "primoroso", "elegante" ou "um esplendor". Para tal, escolha locações maravilhosas, que serão ainda mais valorizadas pela ótima fotografia. Tenha um figurino belíssimo, cenários impressionantes, uma reconstituição de época perfeita e uma trilha sonora que sublinhe os momentos mais dramáticos. E, por favor, não abuse dos efeitos especiais.
  • Direção: o segredo para ganhar é mostar sua versatilidade. Se você sempre fez filmes policiais, aposte em um drama. Se o seu negócio é o estilo fantástico, então faça um épico histórico (de preferência sobre a II Guerra Mundial) com cenas realistas e chocantes. Se você era um diretor de filmes trash, faça a adaptação requintada descrita acima. Não tem erro. Assim que você fizer um filme que fuja ao seu estilo, a Academia te dará um prêmio.
  • Roteiro: tente adaptar o livro para o filme descrito acima. Com certeza a categoria Roteiro Adaptado será sua. Já para o Roteiro Original, aposte em uma coisa bem diferente e moderna. Eu sei que disse anteriormente que a Academia não gostava de coisas atuais e modernas, mas isso é só para os filmes. Os roteiros originais devem envolver viagens no tempo, histórias desenvolvidas no cérebro do protagonista ou vários personagens (cerca de 20) que terminam se esbarrando e promovendo mudanças profundas nas vidas uns dos outros.
  • Ator: procure um papel de alguma celebridade já morta. Você terá que se transformar na figura retratada, mesmo que isso signifique engordar ou emagrecer mais de 10 Kg. Se ele for cantor, aprenda a cantar como ele, até que ninguém consiga diferenciar as vozes dos dois. Aprenda todos os seus trejeitos: ande como ele, fale da mesma maneira, adquira o sotaque, se possível, até faça xixi igual ao ídolo retratado. Esses papéis em que parece que o ator foi possuído pela figura do morto sempre rendem Oscar. Agora só resta torcer para que nenhum outro ator tenha escolhido uma estratégia similar (viu o que aconteceu com o Joaquin Phoenix? Tanta esforço para nada).
  • Atriz: você é uma atriz lindíssima, certo? Daquelas que deveriam ser proibidas de sair na rua para não oprimir as pobres mortais com a sua beleza? Então, amiga, o segredo para você é o seguinte: dispa-se do seu glamour. Calma, isso não quer dizer que você terá que ficar pelada o filme inteiro, nada disso. Você apenas terá que fazer um filme com espírito independente, onde não poderá usar maquiagem e interpretará uma mulher comum e desacreditada. Se você usar próteses de nariz para ficar feia, ninguém conseguirá tirar esse prêmio das suas mãos.
  • Coadjuvantes: se você for uma jovem atriz indicada a categoria de coadjuvante, não se anime: você não ganhará. Os velhinhos da Academia só te indicaram porque eles gostam de valorizar a nova geração e parecer antenados ao nomear pessoas que estiveram em filmes prestigiados em Sundance ou Cannes. Você pose até ter sido indicada, mas quem ganha é a atriz veterana. Sempre. Portanto, meu único conselho para você é: envelheça.


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A Charlize e o Spielberg seguiram as dicas e agora têm um homenzinho dourado enfeitando suas estantes



Por Lady Sith às [12:43]

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[12.10.06]

[Nós vamos invadir sua praia]


Morar em cidade que tem praia é uma maravilha, principalmente quando ela está a alguns metros de distância da sua casa. O bom de ter uma praia por perto é ter um lugar para fazer as suas caminhadas, dar um passeio, tomar uma água de coco ou simplesmente relaxar ouvindo o barulho das ondas enquanto lê um bom livro. É um paraíso. O único problema é que você só pode aproveitar toda a tranqüilidade da praia nos dias úteis, pois nos finais de semana e nos feriados ela se transforma em uma autêntica visão do inferno.

Pelo menos isso é o que acontece na praia de Boa Viagem, aqui em Recife. Boa Viagem é uma praia linda, mas sofre de um problema: com a especulação imobiliária que invadiu a praia para a construção de prédios - não entendo por que pessoas ricas adoram morar praticamente dentro do mar, deveriam construir logo umas palafitas - e o aumento do nível do mar, alguns pontos estão praticamente sem faixa de areia. Nestes locais foram erguidas barreiras para conter o avanço do mar e nos deixaram apenas uma faixa de areia mínima.

É justamente aí que reside o problema. Durante a semana, como as pessoas estão trabalhando e são poucos os que podem ir à praia, está tudo tranqüilo. Mas nos dias "inúteis" temos o acréscimo de milhares de pessoas que vêm de longe para aproveitar o dia de sol - entre eles, aquelas mulheres besuntadas com óleo de bronzear que ficam estendiddas em toalhas enquanto gritam para os filhos coisas do tipo "Sidny, sai da água para o tubarão não te pegar" - e centenas de vendedores ambulantes e barraqueiros. E são centenas MESMO.

A presença deles traz muitos transtornos. Os barraqueiros têm o péssimo hábito de ocupar toda a praia com as cadeiras e guarda-sóis que eles alugam. Mas não pensem que eles só colocam os objetos quando têm fregueses: eles chegam cedo e ocupam TODA a extensão da areia. Tomam conta da praia na maior cara de pau. Isso quer dizer que se você levar sua cadeira não terá espaço para colocar porque eles se recusam a tirar as deles, mesmo aquelas que não estão ocupadas. No fim, para não se indispor com os "donos" da praia, temos que pagar para usufruir um local público e que deveria ser gratuito. Além deles, temos vendedores de todos os tipos, desde aqueles que vendem produtos alimentícios - que não têm as mínimas condições de higiene - a comerciantes de filtro solar, brinquedos e CDs piratas, estes disputando a atenção dos banhistas com aquelas músicas breguíssimas executadas no último volume. Se já não bastasse ter que enfrentar toda essa balbúrdia durante a sua caminhada matinal, ainda temos os resquícios da confusão durante o resto do dia. Temos os bêbados que ficam dormindo jogados pelos bancos, as pessoas sem limites que ficam dançando ao som do carro de algum incoveniente com o porta-malas aberto e a montanha de lixo espalhada pela areia.

Esse caos todo em um dos principais cartões postais de uma cidade que deseja aumentar o fluxo de turistas é inadmissível. Imagine que impressão que causa principalmente nos visitantes estrangeiros, acostumados com locais muito mais organizados. E o pior é que a Prefeitura não faz nada para regulamentar essa baderna. Quando faz, prefere proibir o frescobol, o jogo de futebol e os cachorros, ao invés de dar um basta na bagunça. O mínimo que poderia ser feito seria limitar o número de vendedores, cadastrá-los e elaborar regras de conduta - como só permitir que as cadeiras fossem colocadas quando alguém quisesse ocupá-las e obrigá-los a recolher o lixo que produzem. Desta forma, os comerciantes poderiam continuar ganhando o seu dinheiro, mas os habitantes da cidade e os turistas teriam uma praia organizada que seria uma fonte de descanso, e não de stress. Do jeito que está atualmente, parece que vivemos em uma terra de ninguém.


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Pena que só é bonita assim no cartão postal



Por Lady Sith às [13:08]

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[6.10.06]

[5 X eu]


Já faz um tempinho que a minha amiga escreveu um texto bem legal contando cinco curiosidades sobre ela e lançou um convite para que outros blogueiros fizessem suas listas. Resolvi aceitar o desafio e enumerar as cinco coisas que vocês talvez nunca quiseram saber sobre mim e por isso não se deram ao trabalho de perguntar.

1 - Eu sou muito detalhista: dia desses eu e o namorado vimos uma foto do debate com os candidatos a governador na primeira página de um jornal. Depois de um tempo, eu observo "nossa, todo mundo nessa foto está de gravata vermelha". Ele ficou admirado e disse que essa seria a última coisa que chamaria a atenção dele. Pois para mim esses detalhes sem importância são a primeira coisa a se destacar. Se eu vejo um repórter dando notícia na rua é batata eu dizer coisas como "vê que carro detonado está passando atrás dele". Se vejo um filme, eu observo todos os objetos colocados na estante no fundo do cenário. Se estou vendo novela, não demorará muito a surgir uma frase parecida com "o cabelo dessa atriz é 3 mm mais curto no lado direito, será que é o corte?".

2 - Eu sou muito fresca para comer: algum leitor, procurando ser legal, dirá que todo mundo tem suas restrições alimentares e que isso não é frescura. Mas a verdade é que eu sou realmente muito fresca para comer mesmo (uma frase com muita ênfase). Não como nada antes de alguém me dizer do que aquilo é feito e cato coisas da comida sem a mínima vergonha, mesmo estando em restaurantes ou sendo convidada para almoçar na casa de alguém - sei que é falta de educação, mas é mais forte do que eu. Vou fazer uma lista, mas já aviso que não dá para colocar tudo. Eu não como ervilha, cenoura, passas (por conseqüência prefiro evitar o salpicão, é muito trabalho para pouco prazer), pudim (a pior forma de estragar uma lata de Leite Moça), paçoca ou qualquer coisa feita de amendoim, chantilly, cereja, chuchu, feijoada, rabada ou qualquer coisa terminada em "ada", sushi, caldo de cana, dobradinha, cozido, caldo verde, canjica e qualquer comida feita de milho, tapioca e... Cansei.

3 - Eu tenho uma capacidade ilimitada para armazenar informações inúteis: eu não lembro de números de telefone, datas de aniversário ou nomes de ruas, mas tenho um verdadeiro banco de dados cinematográfico guardado na minha cabeça. Praticamente um IMDB ambulante. Se alguém me perguntar, eu provavelmente saberei dizer todos os vencedores do Oscar de 1996, a filmografia completa da Nicole Kidman e sinopse e elenco dos mais variados filmes, mesmo aqueles que eu não assisti. E sou capaz de passar horas enumerando todas essas coisas, como se isso interessasse a qualquer outra pessoa além de mim.

4 - Eu faço planejamento para sair de casa: funciona assim: eu quero pegar a sessão de 13:30 em um cinema. Então começo a fazer os cálculos: posso sair de casa às 12:45, espero 5 minutos pelo ônibus, levo 15 minutos para chegar no shopping, comprar algo para comer e o ingresso leva uns 20 minutos e ainda terei 5 minutos para lavar as mãos e escolher um bom lugar. Quando eu ia para a faculdade era a mesma coisa: como e me arrumo a partir das 17:00, saio às 17:30, pego o ônibus das 17:40, chego na faculdade às 18:30. O único detalhe é que esse planejamento só funciona perfeitamente na minha cabeça e eu sempre me esqueço de combinar com o resto do mundo para que não chova, não tenha engarrafamento e para que as filas andem rápido. Esse planejamento é a maior furada, mas eu continuo fazendo mesmo assim.

5 - Eu sou viciada em seriados americanos: tem aqueles que eu acompanho mesmo, como 24 Horas, Lost e Friends (sim, eu assisto todos os dias às reprises dos episódios). Tem aqueles que eu vejo eventualmente, como Scrubs, Will e Grace e Mad About You (também em reprises), C.S.I e Cold Case. Tem aqueles que vejo quando tem uma cena polêmica, como a morte da Marissa em O.C. Mas se eu estiver em casa de bobeira, assisto a qualquer um que estiver passando, mesmo que eu não saiba a história ou os nomes dos personagens e mesmo que sejam coisas horrorosas como What I Like About You, Hope e Faith e Melrose Place. Para mim, os seriados equivalem às novelas.


Por Lady Sith às [17:32]

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[3.10.06]

[Para assustar]


Hollywood nos ensina que qualquer filme que queira ser considerado bom ou relevante (seja lá o que isso signifique) no cinema atual tem que fazer parte de uma trilogia. Seguindo essa linha de raciocínio, resolvi escrever a terceira parte do manual "Vamos fazer um filme" - que, anteriormente, já deu a fórmula para fazer comédias românticas e filmes de ação - capítulo filmes de terror.

O gênero terror não é daquele tipo que sempre atrai as pessoas ao cinema. Ele tem ciclos de sucesso e cada um deles é caracterizado pela exploração de temas diferentes. No fim dos anos 70 e começo dos 80, a moda era o terror ocasionado por bichos (Os Pássaros, Piranhas, A Mosca) ou "monstros aliénigenas" (A Coisa, A Bolha Assassina). No final da década, filme legal era aquele que tinha um vilão praticamente imortal, que matava adolescentes e conseguia alcançar suas vítimas mesmo que elas corressem enquanto ele andava calmamente (A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13). Esse tipo de terror ressurgiu em 1996 com Pânico e seus imitadores e reinou absoluto até ser superado pela nova febre: o terror asiático. E é justamente sobre este estilo que nós vamos falar agora.
  • Os protagonistas: nada de adolescentes bonitinhos e cheios de hormônio. As protagonistas de filmes de terror asiático representam a "beleza madura", geralmente por volta dos 30 anos. Os personagens principais devem ser pessoas com problemas familiares e que estão tentando reestruturar as suas vidas. É importante ter uma criança que será sensitiva e estabelecerá contato com o fantasma.
  • O fantasma: esse é o vilão do filme. O fantasma deve estar associado a algum tipo de maldição que o leva a perseguir as pessoas. Ele deve assombrar uma casa específica, para a qual a família protagonista acabou de se mudar, ou se manifestar em fitas de vídeo e fotografias. O fantasma causará mais impacto se for representado por uma criança muito branca, de cabelos muito pretos e muito longos e que vestirá uma camisola também muito branca e muito longa. Quando o fantasma aparecer, é bom ter algo que denuncie a sua presença. Dê preferência para poças d'água.
  • A cena inicial: é de suma importância: ela deve ser assustadora e dar uma idéia dos perigos que os protagonistas irão enfrentar, mas deve-se tomar muito cuidado para não entregar de cara o segredo. A pessoa a ser morta inicialmente deve ter alguma relação com os protagonistas, o que levará a uma investigação que acabará por fazer com que a maldição os persiga.
  • O desenrolar: não tem lá muito importância, basta colocar seus personagens tentando se livrar do fantasma, enquanto enfrentam situações bizarras. E certifique-se de colocar alguns sustos para não entediar a platéia.
  • A volta dos que não foram: no final, deve parecer para o público que os protagonistas realmente se livraram do fantasma, que agora descansa em paz. Mas nada disso aconteceu e o público ainda será surpreendido por uma nova morte que denunciará a volta dos que não foram. Esta cena é extremamente importante para conseguir descolar uma continuação e quem sabe até uma trilogia. Afinal, a Hollywood de hoje nos ensina...

Samara, a fantasminha camarada



Por Lady Sith às [00:43]

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