[16.10.07]

[Top chef]

Então aconteceu. Eu, que já queimei até panela de arroz e nunca consegui fazer brigadeiro, aprendi a cozinhar. E até que não foi assim tão difícil. Lógico que não estou falando sobre cozinhar no sentido Ratatouille do termo, em que você junta os temperos, sabe qual acompanhamento vai bem com aquele prato e produz uma explosão de cores, sons e sabores. Isso é uma arte da qual eu estou muito distante. Estou falando mesmo de seguir o passo a passo do livro de receitas. E isso, mesmo estando muito longe da mágica do Remy, também tem seu encanto.

É isso, tem algo de mágico no ato de cozinhar. Lógico que não é nada poético ficar com os olhos ardendo ao cortar uma cebola, ferir a mão tentando descascar batata ou sofrer uma queimadura ao jogar a cebola (sempre ela) picada dentro da panela de óleo quente – sim, tudo isso aconteceu comigo. Mas esses são efeitos colaterais. Nada apaga a satisfação de comer algo que você mesmo preparou ou o encanto, pelo menos para mim, que é ver aqueles ingredientes soltos se transformando em uma refeição boa. Não deliciosa ou incomparável porque quem está aprendendo a cozinhar não pode estabelecer uma meta tão alta.

E é um encanto sem fim. Quem olha à primeira vista duvida que a margarina, o leite e a maisena possam se transformar em um molho branco espesso, daqueles de colocar na lasanha. Você mexe, mexe e mexe e cada vez mais duvida que isso possa acontecer. Só que de repente aquela mistura líquida vai ficando cremosa. E ainda adquire um sabor completamente diferente do que a margarina, o leite e a maisena têm quando estão separados. A mesma coisa acontece com a carne. Uma panela quente, um pouquinho de óleo e pronto. Aquela coisa crua muda de cor e de gosto em alguns minutos.

Lógico que nem tudo é poesia. Além dos já citados efeitos colaterais, ainda é necessário lidar com a frustração de quando a receita dá errado. Você olha para aquele empadão de galinha com um recheio chocho, para aquele estrogonofe com gosto de tomate, para aquele frango que passou duas horas no forno e ainda assim ficou um pouco cru por dentro e pensa em desistir porque você decididamente não foi feito para aquilo. Mas essa é que é a beleza de aprender. Você anota o que deu errado e da próxima vez tenta fazer diferente, até o dia em que dá certo. E Remy que o aguarde.



Um dia eu chego lá



Por Lady Sith às [16:23]

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