[25.5.08]

[Cúmulo da ironia]

Ser totalmente sedentária e descobrir que tem um problema no joelho conhecido como mal do atleta/ mal do corredor.


Por Lady Sith às [17:28]

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[21.5.08]

[Das coisas abomináveis]

1) Falar ao telefone

Pode ser a trabalho, para resolver algo com um Call Center ou mesmo para saber de um amigo. Falar ao telefone para mim é uma das coisas mais terríveis. Para tentar atenuar, sempre faço uma preparação prévia. Penso no que quero falar, em como vou falar, quais perguntas fazer e até mesmo quais respostas darei para possíveis perguntas que possam ser feitas. Mas na hora eu simplesmente travo, não consigo falar o que queria, esqueço as coisas, começo a gaguejar e não consigo formular uma frase que tenha o mínimo de nexo. Para mim, telefonema sempre gera dois resultados: do meus lado, fico com a nítida impressão de ter feito papel de idiota; do outro lado da linha, resta uma pessoa certa de ter acabado de falar com alguém com sérios problemas mentais.


Por Lady Sith às [16:55]

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[23.4.08]

[Ser ou não ser]

Da série grandes questionamentos que assolam a humanidade.

O que é pior: ser conhecida pelo nome artístico (cof*cof) de Mulher Melancia ou pedir para passar a ser chamada pelo seu próprio nome e, automaticamente, os veículos de comunicação começarem a te tratar por ex-Mulher Melancia?

"Pior mesmo é sair parecendo um galeto na capa da Playboy!"


Por Lady Sith às [10:58]

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[17.4.08]

[Titanic e eu]

O ano era 1998. Celine Dion berrava desesperadamente no rádio, Leonardo di Caprio estava em todas as revistas, adolescentes (histéricas) deixavam rios de dinheiro nas bilheterias – cerca de US$ 1,6 bilhão, para ser mais exata –, você enfrentava filas quilométricas para ir ao cinema, mesmo que quisesse assistir algo menos badalado, como George, o Rei da Floresta. Titanic foi um fenômeno mais avassalador do que o Katrina ou o Vesúvio. Dificilmente existiu um indivíduo que não foi atingido por seus efeitos. Nunca um filme ganhou tanto dinheiro, foi tão comentado, tão parodiado (ok, talvez Matrix tenha sido) e fez tantas pessoas derramarem tantas lágrimas quanto ele.

No entanto, o mais interessante de Titanic é que ele é um filme odiado por todos. Você provavelmente não conhece nenhum fã do filme. Você não conhece alguém que sequer tenha gostado dele. Todo mundo o acha uma porcaria completa. A opinião geral é de que ele é melodramático, a estória de amor é forçada, o casal não tem química, os diálogos são infantis e que o filme só vale mesmo pela hora final quando mostra o naufrágio – e o picolé de di Caprio, como os engraçadinhos gostam de falar. Achar outra coisa é uma sentença de morte intelectual e moral diante dos seus amigos. E é correndo o risco de sofrer represálias e de perder todos os meus amigos que confesso: eu gostei de Titanic.

Sim, o filme é melodramático, a estória de amor é forçada e mais todas aquelas coisas que todos dizem. Entretanto não há como negar que a reconstituição de época é incrível, que tem algumas ótimas atuações – principalmente Kate Winslet e Kathy Bates – e até umas frases inspiradas, como quando Rose diz que o Dr. Freud teria umas considerações interessantes a fazer sobre essa obsessão masculina com o tamanho. Mas o que me fez gostar de Titanic foi ele ter conseguido me emocionar. Isso aconteceu na cena em que Rose está descendo no bote, olha para o navio e vê seu noivo e Jack juntos. A expressão dela naquele momento, de quem estava deixando para trás os melhores momentos da sua vida, me tocou. Pode ser que só garotas bobas que acreditam no amor (bobas e bregas, diga-se de passagem) sejam afetadas por essa cena. Pode ser que revendo o filme (coisa que só fiz uma vez) eu ache a cena idiota e especialmente calculada para fazer o público chorar. Não importa. O fato é que naquele momento Titanic me emocionou. E que, diante de tantos filmes que não te dizem nada, aqueles que te emocionam, mesmo que em uma cena de poucos segundos, sempre valem a pena guardar.

E eu aposto que se você vasculhar em na sua memória irá encontrar algo no filme que tenha te marcado. Não? Tem certeza? Então só eu que sou boba mesmo.

* Texto escrito para atender o convite do Dark. Demorou pacas, está mal-escrito, mas saiu. Aporveito para avisar aos meus dois leitores (dois, que iludida!) que eu tentarei retomar o blog.



Por Lady Sith às [16:56]

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[13.11.07]

[Pequeno dicionário de pernambuquês]

Parte 2

Alma sebosa: pessoa perversa, de má índole. Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, é uma alma sebosa. Também pode ser usada para definir pessoas que tentam levar vantagem abusando da inocência de outras ou apenas aqueles que gostam de brincar com estes mesmos inocentes. Você também pode falar apenas que fulano é muito “alma”, sem o sebosa, que já se fará entender.

Arengar: brigar, discutir, ficar de implicância ou picuinha. Geralmente é usada para brigas entre irmãos ou entre crianças. Meninos buchudos arengam, pessoas mais maduras discutem. Ou pelo menos deveria ser assim.

Arriar: tirar onda, zoar, fazer brincadeiras.

Botar quente: passar sermão, reclamar com muita veemência.

É nenhuma: usado para dizer que algo é simples ou que não custa nada fazer. É nenhuma passar na tua casa para te pegar. Também pode ser usado para substituir a expressão “não há de quê”.

Frango: segundo a definição do Aurélio é “o filho da galinha, já crescido, porém antes de ser galo”. Nada disso. Quer dizer, isso também. No entanto, o principal uso da palavra “frango” no pernambuquês é para denominar, de maneira chula, os homossexuais. Resumindo, a maioria dos brasileiros usa “veado”, nós usamos “frango”. E viva o reino animal.

Maloqueiro: menino de rua. Também pode ser usado para denominar aqueles garotos que, como diria a Mirtes, são uns perdidos, tudo jogado nos tóchicos, andando por aí com as calças caindo e a cueca aparecendo, não respeitam pai e mãe, um horror! Pode ser usada a forma resumida “mala”. Você deve tomar cuidado com o contexto para que não confundam com o “mala” que significa “pessoa chata”.

Munganga: palhaçada, macaquice, careta. O estilo Jim Carrey de atuação é cheio das mungangas.

Pegar ar: ficar com muita raiva, irritar-se. Você não pode arriar com um torcedor do Sport porque eles já pegam um ar da gota. Também pode ser usado “tomar ar”.

Pirangagem: ficar de pirangagem é regular alguma coisa. Menino, deixa de pirangagem e divide seus brinquedos com os coleguinhas (outro exemplo Mirtes).

Pirangueiro: indivíduo sovina, avarento, mão-de-vaca. É usada até na marchinha de um bloco de carnaval: a La Ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro.

Xêro: beijo. É usado geralmente quando você se despede de alguém.


Este post de continuação foi estimulado por alguns questionamentos feitos pelos meus valorosos leitores. Caso você tenha mais alguma dúvida pergunte nos comentários que eu, seguindo o intuito deste blog que sempre procurou contribuir para a formação intelectual dos seus leitores, para a iluminação daquelas mentes que vivem nas trevas e para difundir conhecimentos altamente úteis, respondo. Esclareço que só me comprometo com a versão pernambucana para cada verbete apresentado. Por isso nem invente de chamar alguém de pirangueiro na Paraíba ou de fuleiro no Ceará porque você com certeza arrumará confusão. E nem venha jogar a culpa em mim depois.


Por Lady Sith às [12:16]

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[11.11.07]

[Momento João Alberto]


[Momento coluna social]
Patrícia Lopes, uma das mais badaladas representantes da nova sociedade recifense/ niteroiense marcou presença na promoção Eu Uso e Abuso de La Reina Madre. Durante o evento, a charmosa blogueira posou para fotos e divulgou novo texto.
[/Momento coluna social]

Superada a bobeira e o momento coluna social, vamos para o momento jabá. Essa que vos escreve está, mui envergonhadamente, fazendo exposição de sua figura no site de La Reina Madre, com direito a foto e textinho-fofura. Quem quiser conferir, é só clicar aqui. E se você também usa La Reina Madre, não perca tempo! Participe da Promoção Eu Uso e Abuso e ganhe um mimo exclusivo de Denize neste final de ano.

* João Alberto, para quem não conhece, é o mais famoso colunista social de Recife.


Por Lady Sith às [15:36]

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[25.10.07]

[É pique!]

Hoje o blog faz dois anos. Nem acredito. Eu que nunca pensei em ter um blog, que achava fútil, que odeio tudo que escrevo (não precisa vir falar que eu escrevo bem), que sou mal-humorada e que tenho a tendência de largar as coisas no meio consegui manter um blog por dois anos. É quase ocasião de estourar fogos de artifício. Exageros a parte, sei que fui uma escritora muito relapsa durante este último ano. Nem vai dar para fazer uma retrospectiva legal igual ano passado. Então escrevo esse post meio besta só para deixar a data registrada. Prometo ser mais dedicada no ano que vem. Só espero que meu Alzheimer precoce me permita cumprir essa promessa.


Por Lady Sith às [13:43]

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